quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Por que amo o México? Vejam vocês mesmos...

Este ano, na principal praça da Cidade do México, conhecida como "El Zócalo", milhares de pessoas viram pela primeira vez o palácio Nacional pintado com as cores da época pré-hispânica. Vejam e desfrutem tanto como eu... "así se lleva México en la piel"! (clique aqui)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Procissão de Velas, no Arco de Baúlhe

No passado dia 4 de Setembro, pelas nove horas da noite, cerca de um milhar de pessoas reuniram-se na capela de Nossa Senhora dos Remédios para rezar e peregrinar, pelas ruas de Arco de Baúlhe, levando consigo a imagem de Nossa Senhora dos Remédios.
Por tradição, chama-se a procissão de Velas, imitando o que se faz todas as semanas no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Fátima-Portugal.
À primeira vista, causa muito impacto a beleza das velas acesas nas mãos de cada peregrino. A mim, o que mais me impressionou e ajudou a rezar foi o inquestionável silêncio que se fez sentir. Mesmo os comerciantes que tinham os seu estabelecimento aberto ao verem chegar a procissão, apagavam as luzes em claro sinal de respeito e de devoção.
Poderão dizer-me que era uma atitude de tolerância religiosa com vista a não perder o cliente fervoroso... eu creio que não. Estas atitudes são um sinal claro de fé, de amor e de vivências da mesma. Havia uma senhora a vender pipocas, ao sentir a procissão perto do local onde se encontrava, vi-a ajoelhar-se, e com o semblante sério e exteriorizando paz, benzeu-se e rezou...

«Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: «Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé». Tg. 2,18

Festa de Nossa Senhora dos Remédios

Durante uma semana, a freguesia do Arco de Baúlhe vestiu-se de festa.
Convidado pelo pároco para pregador da festa, em especial durante o tríduo preparatório, participei na grande romaria e festa religiosa em honra de Nossa Senhora dos Remédios.
Vejam e desfrutem algumas fotos: 1ª fotografia, os arcos decorativos...
2ª fotografia, a rua com iluminação exterior...
3ª fotografia, as pessoas e o arraial tipicamente minhoto.
4ª fotografia, a banda dos "Zés Pereiras"...
5ª fotografia, a banda filarmónica antes da procissão religiosa...
6ª fotografia, um pormenor do interior da Capela de Nossa Senhora dos Remédio...
7ª fotografia, o andor transportado por um grupo de senhoras...
8ª e última fotografia, o andor de Nossa Senhora dos Remédios...

sábado, 29 de agosto de 2009

Um cheirinho do oriente...

Nos fins do mês de Agosto, com o Pe. Victor, espiritano português, que actualmente se encontra a trabalhar em Taiwan, fui jantar a um restaurante chinês que fica lá para os lados de Alvalade, cidade de Lisboa. Posso, desde já, afirmar que a comida chinesa é algo que não me faz morrer de amores...
Contudo, mais do que comer, fui para o acompanhar. Claro, que uma coisa é ir a um restaurante com um especialista e outra coisa, totalmente diferente é ir só por que o preço é convidativo para encher o cavidade estomacal!...
Digo isto por que, na verdade, gostei e apreciei a maneira chinesa de cozinhar. Sem dúvida, quando alguém nos diz e nos guia na distinção dos verdadeiros sabores e iguarias tradicionais e típicas de determinado país, comer no restaurante chinês, ou também no mexicano, assim como no árabe ou japonês até, e etc., torna-se numa aventura que mais do que deglutir com sofreguidão é uma viagem numa nova cultura e, sempre enriquecedora, e que o diga a barriga!!!
Garanto-lhe que não comi muito, mas entendi e provei que na China, mais especialmente em Taiwan se cozinha com muito menos sal, açúcar e óleo que no nosso querido país. E esta, eh?

Arco de Baúlhe, o re-encontro...

No ano de 2007, mais concretamente na Páscoa de esse ano, tive o prazer de viver esse tempo na paróquia do São Martinho do Arco de Baúlhe. Desde de 2006, que esta é animada pelo Pe. Daniel Pereira, do qual fui companheiro no último ano de preparação para o sacerdócio.
Eis algumas fotografias da minha visita a esta paroquia por ocasião da Festa Patronal.
Bem hajam e muito obrigado pelo caloroso acolhimento.
Uma vista panorâmica:


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Casa central dos Missionários Espiritanos...

Há quatro anos, esta casa foi remodelada. Hoje, de cara lavada, é, por excelência, a casa que acolhe todos os missionários. Esta casa chama-se a casa provincial, pois é nela que estão os serviços centrais dos missionários espiritanos.
Situa-se na rua de Santo Amaro à Estrela, por trás da Assembleia de República, ao lado da residência oficial do Primeiro Ministro.
Não se confundam! Situa-se geograficamente falando...
Como mito ou lenda desta casa, conta-se que no ano de 1910, mais precisamente no dia da implantação da República, os revolucionários repúblicanos, e todos eles anti-clericais, ao subirem pela rua de Santo Amaro quiseram forçar a entrada nesta casa para verificarem "in loco" se não havia lá padres ou religiosos. Para evitar tal verificação anti-clerical, um irmão espiritano, natural da Alemanha, correu ao seu quarto, tomou a bandeira do seu país, e içou-a na janela do seu quarto... ora isto foi o necessário para que esta turba de revolucionários seguisse o seu caminho sem mais... pois estes jacobinos lusos, quando viram a bandeira alemã içada numa janela, pensaram que estavam a invadir a embaixada do "Führer"... e. ó pernas, para que te quero! Não fossem cair umas "kartoffeles"!!...
Para mais informação, vejam: www.espiritanos.org

«Foi dela que eu me tornei servidor, segundo a missão que Deus me confiou para vosso benefício: levar à plena realização a Palavra de Deus, o mistério escondido ao longo das gerações e que agora Deus manifestou aos seus santos. Deus quis dar-lhes a conhecer a imensa riqueza da glória deste mistério entre os gentios: Cristo entre vós, a esperança da glória! É a Ele que anunciamos, admoestando e ensinando todos e cada homem com toda a sabedoria, para apresentar a Deus todos os homens na sua perfeição em Cristo. É para isso mesmo que eu trabalho, lutando com a força que Ele me dá e que actua poderosamente em mim». Col. 1,25-29

Lisboa, a capital...

No passado dia 25 de Agosto, cheguei a Lisboa depois de três anos de ausência...
"A cidade e o rio", podia ser este o título... ou então, "a cidade, o rio e o mar"!
Lisboa é, de facto, uma bonita cidade, plantada à beira-mar e namorando o rio Tejo.
Todos os poetas deviam visitar-la. Obrigatório!

Um seminario que agora é Lar...

Quando eu tinha 14 anos, esta foi a minha casa... Agora é o lar para os nossos irmãos mais velhos, os super veteranos que o peso da idade vai dobrando, mas não tirando a jovialidade e o bom humor de quem com paixão agarrou a onda missão!

Claro que estou a falar da visita que fiz ao grande seminário do Fraião. Durante uns cinquenta anos foi uma das principais casas de formação dos missionários do Espírito Santo. Nesta casa, estudei durante dois anos, assim como muitos outros...

Hoje, é uma casa espiritana que acolhe uma comunidade espiritana.
São três nomes, três projectos e um só espírito: servir os mais pobres nas pessoas mais velhas; dar nova esperança ao promover as vocações missionárias espiritana; e ser uma comunidade missionária inserida neste meio urbano de Braga...

«Que o Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança, pela força do Espírito Santo». Rm 15,13

domingo, 16 de agosto de 2009

Férias em Portugal

No dia 15 de Agosto, bom, vamos lá dizer a verdade: era mais dia 16 que 15, quando o avião aterrou no aeroporto Francisco Sá Carneiro da cidade do Porto.
Viva as Férias!!!
México?
No dia 17 de Novembro, se Deus quiser, estarei de novo nessa querida terra...
«Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário».
Lc 10,7

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mais um día...

Hoje, reflectimos sobre a necessidade de partilhar os nossos recursos, e assim buscar um sustentável auto-financiamento para a pobre economia do nosso grupo espiritano.
Como espiritanos, somos levados para os lugares mais pobres e carenciados. Isto acarreta consequências... são normalmente lugares sem grandes recursos, lugares onde os pobres vivem e sobrevivem. Como sacerdote missionário, sinto esta dificuldade como um caminho de espiritualidade.
No entanto, os gastos gerados pelo quotidiano da missão, tais como alimentação, o seguro médico, a manutenção do veículo, os gastos pastorais, entre outros, são vividos neste contexto de pobreza assumida. Mas existe sempre uma pergunta: se o trabalho que fazemos numa determinada zona geográfica não consegue ter, pelos motivos atrás descritos, um "pagamento normal" que equilibre a balança dos gastos e receitas, então , e esta é a pergunta, onde se vai buscar esse dinheiro necessário para que a acção pastoral e missionária funcione? Numa palavra, para que missão funcione, é necessário que haja meios suficientes... e bom, com este arrazoado todo, neste dia falamos da necessidade de criar para o nosso grupo missionário, do México, uma fonte de solidariedade estável com o fim de financiar a missão e de modo a garantia a continuidade dos projectos pastorais.
Como podemos ver na foto acima, este dia terminou com a Santa Missa, presidida pelo Pe. Francis Weiss, superior em exercício, sendo concelebrada pelos Pe. Gerry County (lado esquerdo), novo superior eleito e o Pe. Jean Paul Hoch, actual superior geral dos Espiritanos.

«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum. Com grande poder, os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e uma grande graça operava em todos eles. Entre eles não havia ninguém necessitado, pois todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o produto da venda e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um conforme a necessidade que tivesse». Act 4,32-35