sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Bem-vindo P. Rolando: o bom filho à sua casa volta!

Pe. Rolando celebrando a sua 1ª Missa em Tampico
No passado dia 17 de Novembro, recebemos aqui na bela cidade de Tampico o Pe. Rolando. Vindo do Canadá, a sua terra, regressou ao México, depois de ter concluído os 3 últimos anos como assistente geral em Roma, sendo este serviço um pedido expresso do Superior Geral, P. Jean-Paul Hoch.
Antes deste serviço à Congregação, o Pe. Rolando esteve por 7 anos no México trabalhando na Formação Espiritana. Primeiro em Altamira, Tamps, depois no Distrito Federal (Cidade do México), onde conseguiu a atual Casa de Formação e esteve à frente da Reitoria da Cascada.
Bem-vindo Pe. Rolando!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Reunião do Conselho e celebração do Dia de Mortos...

Grupo Espiritano en San Antonio 2012
Nesta semana, nos dias 14 e 15 de Novembro, os espiritanos de México tivemos a nossa reunião de avaliação e programação do ano. Foi a reunião do conselho espiritano. Num tom fraterno, partilharam-se as expetativas para este novo triénio de trabalho de animação e de liderança deste pequeno e dinâmico grupo. Analisamos as dificuldades, as fragilidades, as potências e também os desafios à missão espiritana neste país.
E, no dia 16 de Novembro, sexta-feira, como já vem sendo uma tradição, todos os espiritanos, nos reunimos na paróquia de San Antonio para, como grupo espiritano e família missionária, celebrar e fazer memória de todos os espiritanos que trabalharam nesta missão e já partiram para a casa do Pai. Também se recordaram os nossos familiares de sangue já falecidos, em especial os papás.
Foi um bom momento de comunhão e fraternidade!


«O que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós estejais em comunhão connosco. E nós estamos em comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo». 1Jo 1,3

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Vigilia Missionária

No sábado 20 de Outubro, realizou-se uma vigília missionária na Igreja do Pópulo, paróquia da Sé. Houve nesta celebração o envio de duas irmãs das Escravas da Eucaristia para Timor.
Poster do Centro Missionário Arquidiocesano de Braga (CMAB)
Com Igreja cheia e com a presença do Arcebispo, D. Jorge, cerca de duas centenas de pessoas viveram esta Vigília Missionária, preparando deste modo o Domingo das Missões, o Dia Mundial Missionário.
A pedido do CMAB, participei nesta Vigília para dar um pequeno testemunho sobre a vida e missão no México. Falei 10 minutos. Penso que um pouquinho menos que isto, para pedir duas coisas: uma, há que continuar a rezar pelas missões e, dois, há que rezar pela paz para México. E novamente, aqui faço este pedido: rezar por este lindo país e fantástica gente que nos últimos anos tem sofrido bastante. Que a paz regresse e que todos os mexicanos possam viver em paz e em justiça com dignidade.

«A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou». Bento XVI, Porta Fidei.

sábado, 20 de outubro de 2012

Tertúlia Missionária

Fachada principal do Seminário Conciliar de Braga
Na passada quarta-feira, dia 18, fui convidado pelo CMAB (Centro Missionário da Arquidiocese de Braga) para participar num encontro missionário com os seminaristas desta arquidiocese (Seminário Maior e o Menor).
Às 7 da tarde, celebrou-se a missa. Depois, o jantar e ao fim deste, na sala de reuniões, levou-se a cabo um encontro missionário. Apoiados com umas 25 fotografias, partilhei um pouco da missão e vida espiritanas no México. O Pe. Jorge Vilaça, animador deste centro, partilhou a sua experiencia como padre "Fidei Donum", sendo missionário em Pemba, Moçambique durante 2 anos e meio.
Gostei desta experiência e deste contacto com os seminarista. Um detalhe pequeno, mas significativo, foi a presença constante e unânime da equipa formadora desta diocese. Bem hajam!

«Temos necessidade de reaver o mesmo ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.» Bento XVI, Mensagem para o domingo de Domund, 2012.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ano da Fé, 14 de Outubro...

Poster alusivo
No passado domingo, 14 de Outubro de 2012, numa manhã chuvosa, na Avenida Central, cerca de 12 mil pessoas se reuniram para celebrar a Abertura solene do Ano da Fé e também a Abertura do Ano Escutista.
O arcebispo D. Jorge Ortiga pediu aos jovens presentes a coragem de incomodarem a sociedade com a sua Fé: "A Igreja e a sociedade precisam urgentemente da nossa fé, para deixar este mundo um pouco melhor". Por sua vez, contando com a presença de todos os agrupamentos de escuteiros da arquidiocese, e tomando a figura de São Pedro como símbolo para este ano escutista, a cada escuta se pediu que construa uma rede pedagógica na qual se transmite, se aprofunda, se debate a tematica da Fé, com um olhar especial para o "Credo".

sábado, 13 de outubro de 2012

Balazar, o caminho missionário...

No passado sábado 13 de Outubro, cerca de 30 pessoas, entre jovens e menos jovens, aderiram à jornada missionária, organizada pelo Centro Missionário da Arquidiocese de Braga.
Partindo da Igreja Paroquial de Barcelinhos, foram em peregrinação até à Igreja de Balazar, para aqui se associarem ao dia festivo em honra da beata Alexandrina, que aí se celebrava.
Igreja de Balazar
Num mês missionário, estas cerca de 30 pessoas não quiseram deixar passar em branco a data comemorativa da beata Alexandrina de Balazar, a qual durante a sua vida, quis sempre oferecer-se pelas missões, pela santificação da Igreja e conversão dos pecadores. Foi com este sentido, e em comunhão com tantos e tantas que caminham pelo mundo levando nas suas vidas o alimento da Eucaristia, que se realizou pela primeira vez esta jornada missionária em peregrinação. Até por que a Missão é movimento, é ir, é partir...
Para os que quiserem saber mais sobre espiritualidade e o santuário dedicado à beata Alexandrina de Balazar, podem clicar aqui.
Ela é uma "santa" do nosso tempo e um claro exemplo de oração e comunhão.

«Que formosos são sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que apregoa a boa-nova, e que proclama a salvação! Que diz a Sião: "O rei é o teu Deus!" Ouve: as tuas sentinelas gritam, cantam em coro, porque vêem olhos nos olhos o regresso do Senhor a Sião. Ruínas de Jerusalém, irrompei em cânticos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo, com a libertação de Jerusalém. O Senhor mostra a força do seu braço poderoso aos olhos das nações, e todos os confins da terra verão o triunfo do nosso Deus». Is 52,7-10

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Marvão, a última linha... depois, nem bom vento nem bom...

Entrada do Castelo do Marvão
Perto de Castelo de Vide, a uns escassos 20 km está a última linha que separa Portugal de Espanha.
O Castelo da mui nobre e sempre leal vila do Marvão, desde do alto da serra de São Mamede, ergue-se imponente, "seguro de si" pelas fortes paredes e colunas que o sustentam, cheio de história e como baluarte de um sem fim de estórias que nele habitam.
Palmilhando as suas ruas e vielas sente-se o riquíssimo passado que nele se esconde e que parece pedir paciência para ser contado e ouvido. Com uma paisagem única foi construído no tempo de D. Dinis como a última linha na defensa de Portugal face às possíveis tentações espanholas por uma invasão.
O Castelo e os seus muros...
A visita ao seu interior, o desfrutar de estar parado uns largos minutos nos seus altos muros, os quais estão erguidos em cima dos afilados e granitos despen-hadeiros da serra de São Mamede, é voltar a viver o tempo dos cavaleiros, dos escudeiros, dos exércitos a cavalo... em resumo, é fisicamente ler os grandes romances de Alexandre Herculano ou a Crónicas de Fernão Lopes.
Gostei da tarde passada nesta vila e me encantaram as suas muralhas e torres.
Na realidade, visitar o Castelo do Marvão é ir para fora cá dentro!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Castelo de Vide... uma semana de passeio...

Com os meus pais, durante uma semana fui visitar a zona de Castelo de Vide. Ficámos hospedado na vila de Castelo de Vide. Não conhecia esta vila. Uma das primeiras impressões nesta vila é ver muitas fontes... quase em todas as esquinas há uma fonte com água fresca. E é muito curioso ver durante todo o dias os habitante desta localidade andarem a transportar nos seus carros ou pé as garrafinhas de água, num vai e vem constante.
Vide: o seu castelo e as suas oliveiras...
Com uma temperatura amena, a vila de Castelo de Vide é uma vila portuguesa no Distrito de Portalegre, Alto Alentejo. Tem cerca de 3000 habitantes e é limitada a nordeste por Espanha, a leste pelo município de Marvão, a sul pelo município de Portalegre, a sudoeste pelo município do Crato e a oeste e noroeste pelo município de Nisa.
O seu carácter romântico, associado aos seus belos jardins, à abundância de vegetação, ao clima ameno e à proximidade da serra de São Mamede, tornaram esta pitoresca vila conhecida pela "Sintra do Alentejo", sendo esta designação atribuída ao rei D. Pedro V, quando este visitou e nela se hospedou, no ano 1861, uns meses antes de falecer. 
Depois de uma visita de turista a esta vila penso que poderemos dizer que é a vila das fontes de água e das igrejas, pois outro aspeto interessante é a quantidade de Igreja existentes nesta vila.
A Fonte da Vila, águas termais...
Dizem que no seu apogeu como vila, no século XVIII havia cerca de 36 Igrejas ou capelas. Qual é a razão desta grande quantidade. Temos que recuar na história até aos tempos de D. Manuel I e ao seu casamento com Isabel de Aragão e Castela, filhas dos reis Fernando e Isabel que ficaram famosos pela expulsão dos judeus de Espanha.
Ora, quando se deu este casamento entre D. Manuel I e D. Isabel de Aragão, uma das cláusulas deste matrimonio foi a expulsão dos judeus de Portugal. Como Portugal estava em plena epopeia marítima, não convinha a este rei perder umas das suas fontes de financiamento. Por isso, o rei D. Manuel I favoreceu com tolerância e benevolência a conversão dos judeus, sendo estes chamados novos cristãos. Castelo de Vide foi um local que albergou cerca de 4000 novos cristãos neste tempo. Devido à suspeita, ao clima de perseguição e à proximidade de Espanha, pais de onde tinha fugido, muitos judeus, novos cristãos por uma conversão mais legal que efetiva, decidem doar dinheiro à Igreja ou mandaram erigir templos para assim certificarem o seu novo estatuto de convertido à fé católica.
A vila de Castelo de Vide usufruiu na proporção inversa ao sofrimento provocado aos judeus: muitas igrejas se construíram por esta razão, ser certificado de nova vida e nova oportunidade...
A Sinagoga de Castelo de Vide
Visitando a Sinagoga,  a Judiaria, a Casa do Arcário (a verdade é que não fiquei com muito boa impressão, devido à arrogância saloia e má educação da responsável deste espaço em turno; quase dava vontade de dizer-lhe umas quantas verdades, pois fez-se passar por uma judia mais  judia que até os próprios judeus ortodoxos de Israel! Enfim, a ignorância e a má educação sempre é muito atrevida!), sente-se o "cheiro" desta história e todo esta relação estilo "cão e gato" entre os novos cristãos (judeus convertidos) e os velhos cristãos (cristãos de sempre).

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Exposição Missionária

O painel da Exposição Missionária
Numa das salas da Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima, durante este ano, o ANIMAG (equipa de animação missionária dos Religiosos Missionários em Portugal) decidiu fazer e promover uma exposição missionária subordinada ao tema "Alarga o espaço da tua tenda", tomando as palavras do profeta Isaías (Is 54,2): "Alarga o espaço da tua tenda, estende sem medo as lonas que te abrigam, e estica as tuas cordas, fixa bem as tuas estacas, porque vais aumentar por todos os lados".
Visitei no domingo 16 de Setembro esta exposição e fiquei contente pelo o que aí vi e ouvi. Vale bem a pena "gastar" aproximadamente uma hora para desfrutar esta mostra do que a Igreja Missionária vai realizar no nosso mundo e assim sentir o palpitar de tantos homens e mulheres que deixaram tudo por Jesus Cristo.
Outro aspeto importante desta exposição missionária é que ela é um sinal de unidade e comunhão. Foi idealizada, criada, promovida e levada a cabo pelas diferentes congregações ou institutos missionários portugueses que, em conjunto, deram à luz este bonito projeto. Servir a missão e fazer crescer o Reino de Deus é não tarefa individual, mas compromisso de comunhão de sintonia.
Penso que as palavras de Isaías (54,2) têm então pleno significado, pois estas foram dirigidas ao povo num momento de desespero e tristeza, contendo um novo alento e uma nova esperança, são palavras de consolo, um anúncio de uma nova vida; basta ver e ler os verbos usados: alargar, estender, esticar, fixar e aumentar. Tudo gira numa ação de novidade, de que algo inesperado surgirá com a ação de Deus no povo e na história. Ser missionário é isto mesmo: ver a ação de Deus no povo e em favor do povo.


«Exulta de alegria, estéril, tu que não tinhas filhos, entoa cânticos de júbilo, tu que não davas à luz, porque os filhos da desamparada são mais numerosos do que os da mulher casada. É o Senhor quem o diz. Alarga o espaço da tua tenda, estende sem medo as lonas que te abrigam, e estica as tuas cordas, fixa bem as tuas estacas, porque vais aumentar por todos os lados. Os teus descendentes possuirão as nações, e povoarão cidades desertas». Is 54,1-3

sábado, 6 de outubro de 2012

Outubro Missionário

Vem Espírito Santo, dá-nos força...
No dia 1 de Outubro, para além de entrarmos no novo mês, demos inicio ao chamado mês das Missões, durante o qual todos os baptizados somos chamados a rezar, difundir e anunciar a mensagem de Jesus Cristo.
Neste dia à noite, participei numa vigília de oração no Seminário de Fraião, Braga. Contemplando a vida do jovem sacerdote Cláudio Poullart des Places, fundador da Congregação do Espírito Santo (mais conhecidos como Missionários Espiritanos) sendo ainda um jovem seminarista, respondeu com alegria e determinação ao chamado de Deus e dedicou toda a sua vida à formação dos pobres para que estes à sua vez evangelizem e formem os mais pobres e abandonados. Com 30 anos de vida, morre em Paris, no ano de 1709, num inverno rigoroso, mas a sua semente hoje dá fruto...
Deixo aqui as palavras do Papa para este mês missionário. Penso que rapidamente lemos nestas palavras um desejo, um pedido, uma oração...  

«A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: "Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja 'prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus', anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz"». Carta "Porta Fidei", Bento XVI, nº6