sábado, 22 de março de 2014

As 12 frases de Francisco...

Para qué mais palavras... estas 12 frases falam por si...
Ainda que haja uma certa fascinação com a figura do nosso Papa, admito que sua espiritualidade e sabedoria transpira na sua pregação, como dizia São Francisco: "Prega o Evangelho aos teus irmãos, também com as tuas palavras!" E, felizmente, notam-se em cada frase sua e atitude.

1). “O mundo é feito de estradas que nos aproximam e distanciam, mas o importante é que nos levem para o Bem.”

2). “Cada um de nós tem uma ideia do Bem e do Mal e deve fazer a escolha de seguir o Bem e combater o Mal como o concebe. Isto bastaria para melhorar o mundo.”

3).“Os chefes da Igreja muitas vezes foram narcísicos e excitados pelos seus cortesãos. A corte é a lepra do papado.”

4). “A Igreja é e deve voltar a ser uma comunidade do povo de Deus, e os presbíteros, os párocos, os bispos estão a serviço do povo de Deus.”

5). “Quando encontro um clerical, me torno anticlerical de vez. O clericalismo não deveria ter nada a ver com o cristianismo.”

6). “Os jesuítas foram e ainda são o fermento – não os únicos mas, talvez, os mais eficazes – da catolicidade; cultura, ensino, testemunho missionário, fidelidade ao Pontífice.”

7). “A um certo ponto, uma grande luz me invadiu. Durou um instante, mas me pareceu algo longuíssimo. Depois a luz se dissipou. Levantei-me e me dirigi até a sala em que me esperavam os cardeais e a mesa sobre a qual estava o ato de aceitação. Assinei-o, o cardeal camerlengo o assinou, e depois foi o momento do ‘Habemus Papam’.”

8). “A graça faz parte da consciência, é a quantidade de luz que temos na alma, não de sabedoria nem de razão.”

9). [Falando sobre São Francisco de Assis] "Passaram 800 anos desde então e os tempos mudaram muito, mas o ideal de uma Igreja missionária e pobre permanece mais do que válida. Esta é a Igreja que foi pregada por Jesus e pelos seus discípulos.”

10). “Sempre fomos minoria mas o tema, hoje, não é este. Pessoalmente penso que ser uma minoria pode ser uma força. Devemos ser uma semanete de vida e de amor e a semente é uma quantidade infinitamente menor da massa dos frutos, das flores e das árvores que nascem da semente.”

11). “Os padres conciliares sabiam que abrir-se à cultura moderna significava ecumenismo religioso e diálogo com os não-crentes. Desde então foi feito muito pouco nesta direção. Tenho a humildade e a ambição de querer fazê-lo.”

12). “Certamente não sou Francisco de Assis, e não tenho a sua força e a sua santidade. Mas sou o Bispo de Roma e o Papa da catolicidade. Como primeira coisa, decidi nomear um grupo de oito cardeais para que sejam o meu conselho. Não cortesãos, mas pessoas sábias e animadas pelos mesmos sentimentos.”

III Domingo da Quaresma: Dá-me dessa Água!

Tu és a Fonte de Água Viva!
O elemento central da liturgia deste domingo é a água – símbolo de morte e vida, purificação e símbolo da bênção do próprio Deus que faz “correr rios sobre a terra árida e derramar o seu espírito” (cf. Is 44, 3). Jesus define-se como água viva, infinitamente melhor que a do poço de Jacob.
O Evangelho deste III Domingo da Quaresma coloca-nos diante de uma cena no mínimo caricata: Jesus (um judeu) em plena Samaria, a falar com uma mulher samaritana junto a um poço.
“Neste seu caminhar livre e fecundo entre os estrangeiros, Jesus é mestre de humanidade. É-o para todos, tanto em Lampedusa como nas nossas cidades. É-o com a sua capacidade de ultrapassar as barreiras: as barreiras entre homem e mulher, as barreiras entre gente local e forasteiros («Como é que Tu, sendo forasteiro, me pedes de beber a mim?»), a barreira entre religião e religião («Onde é que se deve adorar a Deus, no nosso monte ou no vosso?»)” (Ermes Ronchi – A Esperança que nasce da Palavra).
“Tinha de atravessar a Samaria” (Jo 4, 4). Jesus estava na Judeia e queria regressar à Galileia. A região da Samaria situava-se entre a Judeia e a Galileia. Porém, não era a única possibilidade de caminho, pois poderia ter subido pelo vale do Jordão (era aí que se encontrava antes de encetar a subida até à Galileia). Contudo, era irresistível a necessidade do encontro esponsal – Deus com a sua esposa perdida.
Cansado da caminhada e no pico do calor, Jesus senta-se na beira de um poço. Surge uma mulher para tirar água do poço. Interpelada por Jesus para que lhe dê de beber, a mulher fica admirada, pois terá percebido que Jesus era da Galileia (os samaritanos e os judeus eram inimigos). Deste encontro de Jesus com a Samaritana nasce um diálogo, que se avizinha fecundo.
Quem representam então as duas personagens junto ao poço? “É evidente quem é a samaritana: é a esposa Israel, que carrega consigo toda a sua história de amores e adultérios; teve muitos «maridos» e o que tem atualmente não é o seu esposo. Jesus encontra-a no poço e quer reconduzi-la ao seu primeiro e único verdadeiro amor, o Senhor” (Fernando Armellini – O Banquete da Palavra, Paulinas Editora).
A humanidade tem sede de paz, felicidade, justiça, amor, de compreensão – as mesmas sedes da samaritana. E Jesus promete uma água viva, uma água que não mais fará sede, que saciará sempre, mesmo nos desertos da nossa vida. Uma água que enche os corações e que transborda de vida, tal como já referia o profeta Isaías (Is 44, 3-4).
O poço de Jesus não se situa no centro do poder civil e religioso do seu tempo, o poço de Jesus não está cheio das muitas certezas condenatórias; mas está cheio das respostas às questões mais íntimas que assaltam os nossos corações. Como cristãos devemos dar resposta às “doenças” da humanidade e resposta que se dá com o silêncio do coração, não com o dedo condenatório que oprime ainda mais e adoece mais ainda quem está doente – ser leito da Fonte de Água Viva – Jesus Cristo.
A mulher não é condenada pelo passado, Jesus não lhe aponta o dedo nem abre um livro de moral com um conjunto de leis, preceitos e regras. “Há um meio, o único meio, de chegar ao poço profundo de cada um, e não é a censura, a crítica, a acusação, mas dar a provar um «pouco mais» de vida, de beleza, de bondade, de primavera: «Dar-te-ei uma água que se torna nascente»” (Ermes Ronchi).
No decorrer do diálogo surge a questão – onde devemos adorar Deus, no vosso monte ou no nosso monte? “Jesus não mandou destruir os locais de peregrinação mas afirmou ser Ele mesmo o verdadeiro santuário, para onde somos chamados a peregrinar. “Adorar a Deus em espírito e verdade é, antes de mais, peregrinar até ao verdadeiro santuário de Deus, que é a Pessoa de Jesus Cristo, que declarou: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim» (Jo 14,6). Aquele que é o Peregrino do Pai fez-se Caminho e Santuário para todos nós que, nele, queremos encontrar a autêntica presença de Deus no mundo: «Templo, não vi nenhum na cidade, pois, o Senhor Deus, o Todo-Poderoso e o Cordeiro são o seu templo» (Ap 21, 22)” (Herculano Alves – Símbolos na Bíblia, Difusora Bíblica). O lugar de culto deixou de ser um espaço de pedra, mas é o próprio corpo de Cristo, templo do Espírito Santo.
Do encontro com Jesus, a mulher nasce como nova criatura e saciada pela água viva torna-se missionária e vai à aldeia contar o que viu e ouviu. Larga tudo, deixa o cântaro para trás (sinal da sua antiga vida) e corre para a aldeia. “A mulher da Samaria compreende que não aplacará a sua sede bebendo até à saciedade, mas aplacando a sede dos outros; que se iluminará, iluminando outros, que receberá alegria, dando alegria. Tornar-se nascente: maravilhoso projeto de vida, nascente de esperança, de acolhimento, de amor.
 Por Nuno Monteiro em iMissio.

Via sacra ao vivo 2013

Mais ou menos durante 3 meses, mais concretamente durante os meses de Janeiro a Março, cerca de 60 pessoas da paroquia San David Roldan Lara, entre crianças, jovens e adultos, ensaiaram para representar ao vivo a Via Sacra, na Sexta-feira santa.
Momento da crucifixão, na capela N. Sra. do Sagrado Coração
Todas as quartas, sextas e domingos à tarde, este grupo se reunia para juntos organizar a encenação da Via Sacra, assim como também a Última Ceia e a prisão de Jesus.
Este ano, o tempo esteve mais ou menos clemente, não sendo um sol muito abrasador, mas mesmo assim, a temperatura andou pelos 40 graus celsius ao sol. Como dizia alguém, "é para que o sacrifício de sexta-feira santa seja mais real ao do tempo de Cristo por que ele não tinha chapéu nem garrafinhas de água durante o percurso!"
Este percurso da Via Sacra se iniciou na capela de Imaculada Conceição até à Capela de N. Sra. do Sagrado Coração, durando umas 4 horas e meia. Acompanharam umas duas mil pessoas.
Uma imagem do percurso da Via Sacra

«Tende entre vós os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem, rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome  que está acima de todo o nome, para que, ao nome de Jesus,  se dobrem todos os joelhos,  os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra; e toda a língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor!", para glória de Deus Pai». Filip. 2,5-11

American Airways...

"Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus"! 
Para os que não conhecem o Latim, esta expressão se traduz assim: "Os montes parem, um ridículo rato nasceu"! e significa ver algo insignificante e ridículo, quando algo nos foi descrito como grandioso, majestoso...
E, assim, foi a minha viagem de regresso a México. Explico. Comprei o bilhete com a companhia American Airlines. Super barato, com uma passagem "obrigatória" por Miami. Enfim, um sem número de coisas e loisas por essa módica quantia. Um mês antes de iniciar a minha viagem de regresso ao México, recebo um mail a dizer-me que teria afinal de pernoitar nesse aeroporto e que essa tal companhia não se responsabilizava. Tudo por causa de questões logísticas internas...
Diante da minha insistência que não ficava uma noite em Miami, que não pagava nada pelas mudanças e que não era minha a culpa das mudanças e questões operativas e logisticas da esta companhia aerea, por fim lá accederam a mudar-me o bilhete de regresso. Afinal, em resumo, muito show, muitas palavras cheias de verniz, muita publicidade e depois ora bolas para o serviço que prestam...
Assim, como diria Fedro, 'os montes paren, um ridiculo rato nasceu!'...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ano da Fé, Tampico...

Vela do Ano da Fé
Os Talleres del Espíritu Santo, projeto nascido e alimentado pelo Grupo Espiritano do México, criou para este Ano de la Fé esta Vela (ver foto a lado).
Com o logo do Ano da Fé, esta vela simboliza a dinâmica evangelizadora que o Papa Bento XVI quis imprimir à iniciativa deste ano.
Foi interessante e reconfortante, ao chegar a Tampico e ver que quase todas as famílias tinham nos seus lares esta vela e que cada dia juntos rezavam o credo e pediam pelo dom da Fé.

«A porta da fé (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor».

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Bem-vindo P. Rolando: o bom filho à sua casa volta!

Pe. Rolando celebrando a sua 1ª Missa em Tampico
No passado dia 17 de Novembro, recebemos aqui na bela cidade de Tampico o Pe. Rolando. Vindo do Canadá, a sua terra, regressou ao México, depois de ter concluído os 3 últimos anos como assistente geral em Roma, sendo este serviço um pedido expresso do Superior Geral, P. Jean-Paul Hoch.
Antes deste serviço à Congregação, o Pe. Rolando esteve por 7 anos no México trabalhando na Formação Espiritana. Primeiro em Altamira, Tamps, depois no Distrito Federal (Cidade do México), onde conseguiu a atual Casa de Formação e esteve à frente da Reitoria da Cascada.
Bem-vindo Pe. Rolando!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Reunião do Conselho e celebração do Dia de Mortos...

Grupo Espiritano en San Antonio 2012
Nesta semana, nos dias 14 e 15 de Novembro, os espiritanos de México tivemos a nossa reunião de avaliação e programação do ano. Foi a reunião do conselho espiritano. Num tom fraterno, partilharam-se as expetativas para este novo triénio de trabalho de animação e de liderança deste pequeno e dinâmico grupo. Analisamos as dificuldades, as fragilidades, as potências e também os desafios à missão espiritana neste país.
E, no dia 16 de Novembro, sexta-feira, como já vem sendo uma tradição, todos os espiritanos, nos reunimos na paróquia de San Antonio para, como grupo espiritano e família missionária, celebrar e fazer memória de todos os espiritanos que trabalharam nesta missão e já partiram para a casa do Pai. Também se recordaram os nossos familiares de sangue já falecidos, em especial os papás.
Foi um bom momento de comunhão e fraternidade!


«O que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós estejais em comunhão connosco. E nós estamos em comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo». 1Jo 1,3

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Vigilia Missionária

No sábado 20 de Outubro, realizou-se uma vigília missionária na Igreja do Pópulo, paróquia da Sé. Houve nesta celebração o envio de duas irmãs das Escravas da Eucaristia para Timor.
Poster do Centro Missionário Arquidiocesano de Braga (CMAB)
Com Igreja cheia e com a presença do Arcebispo, D. Jorge, cerca de duas centenas de pessoas viveram esta Vigília Missionária, preparando deste modo o Domingo das Missões, o Dia Mundial Missionário.
A pedido do CMAB, participei nesta Vigília para dar um pequeno testemunho sobre a vida e missão no México. Falei 10 minutos. Penso que um pouquinho menos que isto, para pedir duas coisas: uma, há que continuar a rezar pelas missões e, dois, há que rezar pela paz para México. E novamente, aqui faço este pedido: rezar por este lindo país e fantástica gente que nos últimos anos tem sofrido bastante. Que a paz regresse e que todos os mexicanos possam viver em paz e em justiça com dignidade.

«A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou». Bento XVI, Porta Fidei.

sábado, 20 de outubro de 2012

Tertúlia Missionária

Fachada principal do Seminário Conciliar de Braga
Na passada quarta-feira, dia 18, fui convidado pelo CMAB (Centro Missionário da Arquidiocese de Braga) para participar num encontro missionário com os seminaristas desta arquidiocese (Seminário Maior e o Menor).
Às 7 da tarde, celebrou-se a missa. Depois, o jantar e ao fim deste, na sala de reuniões, levou-se a cabo um encontro missionário. Apoiados com umas 25 fotografias, partilhei um pouco da missão e vida espiritanas no México. O Pe. Jorge Vilaça, animador deste centro, partilhou a sua experiencia como padre "Fidei Donum", sendo missionário em Pemba, Moçambique durante 2 anos e meio.
Gostei desta experiência e deste contacto com os seminarista. Um detalhe pequeno, mas significativo, foi a presença constante e unânime da equipa formadora desta diocese. Bem hajam!

«Temos necessidade de reaver o mesmo ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.» Bento XVI, Mensagem para o domingo de Domund, 2012.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ano da Fé, 14 de Outubro...

Poster alusivo
No passado domingo, 14 de Outubro de 2012, numa manhã chuvosa, na Avenida Central, cerca de 12 mil pessoas se reuniram para celebrar a Abertura solene do Ano da Fé e também a Abertura do Ano Escutista.
O arcebispo D. Jorge Ortiga pediu aos jovens presentes a coragem de incomodarem a sociedade com a sua Fé: "A Igreja e a sociedade precisam urgentemente da nossa fé, para deixar este mundo um pouco melhor". Por sua vez, contando com a presença de todos os agrupamentos de escuteiros da arquidiocese, e tomando a figura de São Pedro como símbolo para este ano escutista, a cada escuta se pediu que construa uma rede pedagógica na qual se transmite, se aprofunda, se debate a tematica da Fé, com um olhar especial para o "Credo".